quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Seleção natural pode favorecer homossexualidade masculina, diz estudo

Estudo feito na Itália avaliou genes que homens gays recebem de suas mães.
DNA ligado à característica tornaria mulheres da família mais férteis que a média.


Cromossomos X e Y, cuja posse define que uma
pessoa será biologicamente homem: genes ligados à
homossexualidade masculina poderiam estar no X,
 vindo da mãe (Foto: Reprodução)

A idéia de que a homossexualidade é uma característica prejudicial à sobrevivência e multiplicação dos seres vivos acaba de levar uma rasteira considerável, graças ao trabalho de um trio de pesquisadores italianos. Eles fizeram uma simulação matemática das várias possibilidades da origem dos homossexuais masculinos e concluíram que, na verdade, os genes ligados a esse comportamento poderiam favorecer a fertilidade -- das mulheres aparentadas aos gays pelo lado materno. Isso explicaria porque a característica nunca desaparece da população.

O trabalho, coordenado por Andrea Camperio Ciani, da Universidade de Pádua (norte da Itália), está na revista científica de acesso livre"PLoS One" e pode ser lido de graça na internet. Embora Ciani e seus colegas Paolo Cermelli e Giovanni Zanzotto tenham chegado ao resultado usando equações, eles embasaram suas contas em dados populacionais sobre o homossexualismo humano e em alguns conceitos-chave da teoria da evolução.

O mais importante, claro é o da seleção natural, considerado o principal mecanismo por trás da evolução dos seres vivos. O lema da seleção natural é simples: quem se reproduz mais, ganha a disputa, legando seus traços às gerações seguintes. O problema é que, desse ponto de vista, a homossexualidade é um paradoxo: afinal, uma pessoa que só tiver relações sexuais com membros do mesmo sexo estará, por definição destinada a não se reproduzir -- excetuando, é claro, os modernos meios de fertilização in vitro.

No entanto, em todas as culturas e todas as épocas, e também entre outros mamíferos, vê-se que existe um nível relativamente constante, mas baixo, de atividade homossexual (pouco menos de 10% em populações humanas modernas). Ora, se ser gay fosse tão terrível para a seleção natural, esperar-se-ia o desaparecimento completo dos homossexuais, mas não é o que acontece.

 Pegando carona
Os pesquisadores italianos, em seu estudo, assumem que há pelo menos um componente genético razoável por trás da origem da homossexualidade. A idéia não é estapafúrdia, uma vez que irmãos gêmeos de gays  (que têm exatamente os mesmos genes que eles) têm probabilidade muito maior de também se interessarem por pessoas do mesmo sexo do que pessoas não-aparentadas na população geral.

Mais importante, porém, são dois dados levantados por pesquisas anteriores: as mães de homens gays parecem ser mais férteis que a média das mulheres, assim como suas tias maternas -- mas não suas tias paternas. Isso levantou a possibilidade de que um ou mais genes (mais provavelmente vários genes) associados ao surgimento de homossexuais serem legados pelas mães aos filhos gays. Em corpos de mulheres, esses genes ajudariam na fecundidade, o que explicaria perfeitamente porque eles não desaparecem da população: mulheres muito férteis da família compensariam os gays que acabam não tendo filhos.

Andrea Ciani e companhia puseram-se a testar essa idéia, comparando-a matematicamente com possibilidades alternativas para a origem da homossexualidade. Eles tiveram o cuidado de testar as várias equações com os dados já conhecidos do mundo real. Para valer, o modelo matemático teria de ser capaz de produzir mães e tias de homossexuais mais férteis que a média e também de produzir populações em que os homens gays seriam sempre uma minoria que nunca desaparece.

 Sexos em conflito
 O resultado das simulações foi demonstrar que o modelo mais provável era o dos genes ligados à homossexualidade "pegando carona" nos corpos masculinos, mas agindo especificamente nos corpos femininos. O detalhe das simulações permitiu até estimar, segundo os italianos, que a característica quase certamente está ligada a mais de um gene, e provavelmente um desses genes estaria alojado no cromossomo X - justamente o novelo de DNA ligado à determinação do sexo que os homens herdam de suas mães. (Homens normais têm um cromossomo X e um Y; mulheres têm duas cópias do X).

Se a equipe italiana estiver correta, a homossexualidade masculina entre humanos seria um exemplo da chamada seleção sexualmente antagonista -- ou seja, uma característica genética que favorece a reprodução de um sexo em detrimento da multiplicação de outro. De qualquer maneira, nesse cenário, o fato de um homem gay não se reproduzir não quer dizer que a população em geral se multiplique menos: o efeito pode até ser o contrário.  

Fonte: http://g1.globo.com

Seleção Natural

       As variações são submetidas ao meio ambiente que, através de seleção natural, conserva as favoráveis e elimina as desfavoráveis. Assim, quando as condições ambientais se modificam, algumas variações serão vantajosas e permitirão, então, aos indivíduos que as apresentam, sobreviver e produzir mais descendentes do que aqueles que não as têm.

        Entre os principais exemplos de seleção natural citaremos: melanismo industrial, moscas e DDT, bactérias e antibióticos e siclemia.

O Melanismo Industrial

        Antes da industrialização da Inglaterra, predominavam as mariposas claras; as vezes apareciam mutantes escuros, dominantes, que, apesar de serem mais robustos, eram eliminados pelos precadores por serem visíveis. Depois da industrialização no século passado, os mutantes escuros passaram a ser mimetizados pela fuligem e, como eram mais vigorosos, forem aumentando em freqüência e substituindo as mariposas que agora pesaram a ser eliminadas pelos predadores por ficarem mais invisíveis. Tais predadores da mariposas atuando como agentes seletivos são pássaros.

Resistência de mosca ao DDT

        Durante o primeiro ano em que o DDT foi usado numa determinada localidade, quase todas as moscas foram mortas; algumas, porém, por causa da variação herdada, não foram afetadas. Puderam sobreviver e só reproduzir e, assim, logo ultrapassaram em número os tipos de moscas menos resistentes naquela área. O inseticida foi só tornando menos ativo. O DDT causou uma mudança no ambiente e só as moscas que eram resistentes puderam sobreviver e foram sendo selecionadas; não foi; portanto, o inseticida que conferiu resistência as moscas.

Resistência de Bactérias aos Antibióticos

       Tem sido publicados muitos trabalhos sobro o fato de algumas bactérias patogênicas terem adquirido resistência a um determinado antibiótico. Assim, o ipedloucura2prolongado de uma infecção, com um antibiótico acaba perdendo toda a eficácia., havendo a necessidade da troca do medicamento. Se uma colônia de bactérias recebe uma pequena dose do um determinado antibiótico, ocorre a morte da maioria delas, sobrevivendo aquelas portadoras do variações que conferem resistência ao medicamento.

       Os descendentes das bactérias sobreviventes não morrem com a mesma dose do antibiótico, evidenciando que as variações são hereditárias. Se a dose do antibiótico for aumentada, novamente algumas, as resistentes a nova dose sobreviverão. Enfim, prosseguindo com o aumento progressivo das doses dos antibióticos obtém-se, no final, bactérias resistentes a altas dosagens do antibiótico. Saliente-se que as variedades são provocadas por mutações espontâneas. É de vital importância considerar que não é a presença do antibiótico que provoca o aparecimento das mutações; na realidade elas surgem espontaneamente a, quando conferem resistência ao antibiótico, são úteis à bactéria na presença do mesmo.

       Siclemia ou anemia Falciforme Na anemia falcilforme ou sidemia, as ipedloucura5recém formadas têm forma normal mas, sob condições de baixa tensão de oxigênio, a maioria se deforma, adquirido o aspecto do uma foice.

       Essas células anormais são destruídas no baço, o que provoca anemia. As aglomerações de hemácias falciformes provocam obstrução de vasos capilares e enfartes dolorosos em vários tecidos tais como ossos, baço e pulmões. Os indivíduos com anemia falciformes são homozigotos (SS) e geralmente morrem na infância. Os heterozigotos (Ss) apresentam uma forma atenuada do sidemia, o organismo só produz célula falciformes quando o suprimento de oxigênio é baixo (nas altitudes elevadas) ou quando, durante um exercício físico, necessitam do mais oxigênio. A forma atenuada de siclemia não é letal. pelo fato dos homozigotos não atingirem a idade da reprodução, a freqüência do gene S, nas populações, é sempre baixa. Contudo, em determinadas regiões da África, onde a malária é endêmica, a freqüência de heterozigotos é bastante alta, atingindo a faixa do 40% o que acontece é o seguinte: os indivíduos são portadores do gene para siclemia (ss) geralmente morrem devido a malária, enquanto que os heterozigotos são resistentes a mesma. Sabe-se que, quando o plasmódio (protozoário que provoca a malária) penetra na hemácia e consome oxigênio. Com a diminuição de oxigênio a hemácia siclêmica se altera e é eliminada do organismo antes que o protozoário se reproduza o consequentemente o indivíduo contraia a malária. Portanto, nas regiões com malária, o portador do gene para siclemia apresenta uma vantagem sobre os que não o apresentam.





             





Video relacionado